Conheça o pai do mergulho!

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O francês Jacques Cousteau entrou para a história como o inventor do Acqualung, o primeiro equipamento de mergulho autônomo, uma espécie de “pai do SCUBA”. Cousteau, no entanto, foi muito mais do que um inventor: foi também mergulhador, oceanógrafo, ativista ambiental e documentarista.

Ao longo de seus 87 anos de vida ― quase todo o século passado ― Jacques Cousteau desempenhou um papel ativo na história do mergulho e do mundo! Então vamos conhecer um pouquinho mais dessa personalidade marcante que foi Cousteau!

Por que Jacques Cousteau é considerado o “pai do mergulho”?

O Acqualung, inventado por Jacques Cousteau e Émile Gagnan em 1942, foi o primeiro equipamento de mergulho autônomo ― isto é, que permite mergulhar sem uma fonte externa de ar. Se não fossem seus esforços, ainda estaríamos mergulhando com pesadíssimos escafandros!

Isso foi possível porque a dupla de inventores incorporou, pela primeira vez, um regulador ao equipamento. O regulador é uma peça que permite que o mergulhador expire o ar para fora do equipamento, sem que a água entre.

Assim, não era mais necessário que houvesse uma mangueira levando o ar do traje para a superfície. Isso tornou a prática do mergulho mais fascinante: agora o mergulhador tinha maior autonomia e liberdade de movimentos! Isso também contribuiu, e muito, para a popularização da prática.

O Legado de Jacques Cousteau

Como se não bastasse a invenção revolucionária, Jacques Cousteau ainda dedicou sua vida a várias outras atividades relacionadas à exploração submarina ― da pesquisa oceanográfica, passando pela publicação de livros e pela produção de filmes até o ativismo ambiental. Vamos conhecer melhor algumas de suas contribuições!

Livros de Jacques Cousteau

Cousteau foi autor e coautor de inúmeros livros sobre mergulho. Alguns dos mais famosos são: “O Mundo do Silêncio” (seu primeiro livro), “Mundo sem Sol” e “A Jornada Amazônica de Cousteau”.

Além desses três principais, Cousteau escreveu a série “O Mundo Submarino de Jacques Cousteau”, formada por 21 volumes, e “As Descobertas Submarinas de Jacques Cousteau”, escrito em parceria com Philippe Diolé e composto por 8 volumes.

Seus livros fazem relatos de suas viagens e pesquisas e contêm muitas fotografias de suas operações. Além disso, Jacques também escreveu suas reflexões sobre o mar e seus habitantes. Em “O Mundo do Silêncio”, por exemplo, Cousteau deduziu por meio de suas observações que os golfinhos provavelmente tinham uma espécie de sonar ― equipamento relativamente novo para a época!

Filmes de Jacques Cousteau

Além disso, Cousteau fez alguns dos primeiros filmes sobre mergulho de todos os tempos. “O Mundo do Silêncio”, baseado no livro de mesmo nome, chegou a vencer a Palma de Ouro de Cannes e o Oscar de melhor documentário em 1956. Outro de seus livros também virou filme: “Mundo sem Sol”, que rendeu a ele outro Oscar em 1964.

Além disso, algumas de suas séries de documentários para TV, como “A Odisseia de Jacques Cousteau” foram não apenas sucessos, mas marcos na história da televisão. Por meio delas, Cousteau simplificava conceitos científicos avançados e os difundia para o grande público. Esse tipo de documentário veio a ser um dos gêneros televisivos mais populares nas décadas seguintes!

Ativismo Ambiental

Nem sempre Cousteau atuou politicamente em prol das causas ambientais. Na verdade, no início de sua carreira, Jacques atuava muito mais como um pescador e explorador do que como um protetor dos mares.

Mais tarde, entretanto, Cousteau se deu conta de que os seres humanos tinham a errônea impressão de que o mar era infinito e que podíamos usá-lo indiscriminadamente como fonte de alimento e despejo de lixo. Então, Cousteau usou sua popularidade e influência para ajudar a restringir a pesca de baleias e a parar com o descarte de lixo nuclear nos oceanos!

Essas são apenas algumas de suas facetas! Talvez o mais incrível sobre Jacques Cousteau foi a dedicação a inúmeras atividades e o sucesso que obteve em quase todas. Além disso, Cousteau não se preocupou apenas em pesquisar ou desenvolver equipamentos, mas em tornar o conhecimento acessível a um grande público.

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